Essa resenha faz parte do Desafio Literário #1. Para acompanhar o meu progresso em todos os Desafios de 2011, clique aqui.

Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.
(sinopse: quarta capa do livro)
Genialidade. Maestria. Dom.
Não acredito que existam palavras de menor valor para expressar o talento de Agatha Christie. Com certeza aqueles que me disseram que eu não sairia perdendo por ler os livros dela estavam mais do que certos. Dificilmente algum autor pode sequer ser comparado a ela no gênero policial.
A linguagem é simples, direta e objetiva. As descrições são detalhadas, mas não cansativas. Temos acesso à mente do detetive Poirot somente no que diz respeito a suas observações quanto ao comportamento das pessoas ao redor, mas nunca sobre detalhes do caso. E, dessa maneira, o crime parece insolucionável até as últimas páginas, literalmente.
Na verdade, se Poirot não estivesse a bordo do Expresso do Oriente, M. Bouc, diretor da Compagnie Internationale des Wagons Lits, provavelmente jamais saberia o que realmente aconteceu no trem, naquele noite.
Com capítulos cronologicamente organizados e curtos o suficiente para nos fornecerem apenas uma certa quantia de informações novas, a leitura é rápida e tranquila, chegando a um inacreditável e, ainda assim, brilhante!
Título Original: Murder on the Orient Express
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Boom, né? Gente, ela consegue fazer um livro muuuito bem construído e com um final de arrasar! :D