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Natália
Pode Beijar a Noiva (Patricia Cabot): Apenas um homem poderia propor a ela casamento...
Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. E quando uma fortuna lhe foi prometida, se ela tornasse a se casar, a bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por suas atenções, seus pretendentes iam desde o pastor local até um detestável barão.
Um doce beijo selaria aquele amor...
James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado... e totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha da pequena Faires, para onde viajara depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E logo fica ansioso ao perceber que o intenso amor que sentira pela viúva Emma continuava tão forte quanto antes. Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma... mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre.
(sinopse: quarta capa do livro)


No início da carreira, Meggin Patricia Cabot assinava seus romances históricos como Patricia Cabot. Hoje ela é "apenas" Meg Cabot, autora de diversos best sellers traduzidos para várias línguas, mas seus primeiros livros continuam sendo lançados pelo mundo afora. A editora Essência é a responsável pelas publicações e A Rosa do Inverno, Aprendendo a Seduzir e, mais recentemente, Pode Beijar a Noiva.


Com a ironia e o humor característicos, Cabot nos presenteia com uma inusitada história de amor que se passa na Grã Bretanha do século XIX. Emma Van Court foi morar em uma belíssima mansão de Londres, com os tios e a prima, após a morte dos pais, quando ainda era apenas uma menina. Desde então passou a conviver com a viúva Lady Denham, seu filho, James Marbury (Conde de Denham), e seu sobrinho, Stuart Chesterton.
James e Stuart não podiam ser mais diferentes: enquanto o primeiro gostava de esbanjar dinheiro com luxo e conforto, o outro estava decidido a ajudar os menos favorecidos e ser o cura (cargo da igreja anglicana, uma espécie de pastor) de uma cidade minúscula da Escócia. Os dois primos tinham apenas uma coisa em comum: o amor por Emma. Mas foi o caráter benevolente do sobrinho de Lady Denham que a encantou, convencendo-a a largar tudo o que tinham na Inglaterra e fugir para a isolada ilha de Faires, contra a vontade da família dos dois. James ficou em Londres, com o coração partido.
Um ano depois, Emma havia se tornado a viúva sra. Chesterton, depois que seu marido morrera durante a epidemia de tifo. Sua má sorte mostrara-se forte desde então: sua cadela estava prenha, seu galo vivia fugindo e, graças à promessa de uma enorme herança caso ela se case novamente, todos os homens solteiros da ilha a estão cortejando, desde seu vizinho caipira ao desagradável barão. Mal sabia ela que tudo iria piorar na manhã em que o Conde de Denham, a quem ela esperava nunca mais ver, apareceu em sua porta.
James Marbury, em segredo, pretende conquistá-la, enquanto Emma tenta se convencer que a proximidade dele não a deixa completamente desnorteada.
Recheado de romance e comédia (e alguns momentos picantes), a história é contada com tanta leveza e naturalidade que a leitura se torna rápida, fácil e indiscutivelmente agradável. Personagens carismáticos (ou não!), situações inusitadas e até um certo tom de mistério, cujo desfecho é imprevisível, fazem de Pode Beijar a Noiva um must read para os românticos de plantão.



Título Original: Kiss the Bride
Autor: Patricia Cabot
Editora: Planeta
Nº de páginas: 238
Natália
Essa resenha faz parte do Desafio Literário #3. Para acompanhar o meu progresso em todos os Desafios de 2011, clique aqui.

Dexter - A Mão Esquerda de Deus (Jeff Lindsay): DEXTER MORGAN é um educado lobo vestido em pele de ovelha. Ele é atraente e charmoso, mas algo em seu passado fez com que se transformasse numa pessoa diferente. Dexter é um serial killer. Na verdade, é um assassino incomum, que extermina apenas outros assassinos. Ao mesmo tempo, trabalha como perito da polícia de Miami... Em Dexter, a Mão Esquerda de Deus, o livro que deu origem à aclamada série de TV, o adorável matador depara-se com um concorrente de estilo semelhante ao seu, encanta-se e incomoda-se com ele, prevê seus passos... A escrita requintada de Jeff Lindsay nos faz mergulhar na mente de um dos personagens mais ambíguos da história da literatura de suspense. Nunca o macabro foi tratado com tanto refinamento e leveza. Dexter Morgan é uma obra-prima.
(sinopse: quarta capa do livro)



Todo mundo sabe que adaptar um livro para a TV ou para o cinema não é tarefa fácil. Várias vezes, os produtores cometem pecados imperdoáveis e conseguem estragar uma história realmente muito boa. Ou então a adaptação fica tão boa que, quando lemos a versão literária, nos decepcionamos e, como sou fã do seriado Dexter, tinha medo que acontecesse exatamente isso.
Mas, felizmente, fiel é pouco para descrever o nível de semelhança entre livro e série. Ler os primeiros capítulos foi praticamente como assistir aos primeiros episódios novamente! É claro que eventuais mudanças, maiores ou menores, foram feitas, principalmente para que a versão televisiva durasse mais tempo (embora conte apenas com 12 episódios por temporada), e assim o final consegue inclusive ser surpreendente, mesmo para quem já conhece a história.


A narrativa é uma delícia. Os devaneios do protagonista, seus 'diálogos' consigo mesmo e seu humor negro conquistam qualquer um, e até o mais decente dos leitores acaba torcendo por ele. Impossível ficar imune ao charme desse assassino que segue um restrito código de só matar outros homicidas. Dexter Morgan não tem consciência, não sente culpa ou remorso. Dexter Morgan não sente nada. Um monstro, sim, mas um monstro bem educado e limpo.

As coisas saem da rotina quando surge um novo serial killer em Miami. Dex faz parte da equipe laboratorial da polícia, como analista de dispersão de sangue, e sempre tem acesso a informações restritas sobre os casos, o que o ajuda a encontrar novas vítimas. Mas o estilo das mortes atrai a atenção do nosso psicopata de uma forma diferente, quase como admiração... Não que ele aprove esse tipo de atitude. Matar pessoas inocentes era errado e esse novo assassino devia ser parado. Mesmo que ele pareça estar se comunicando com Dexter. Como se o convidasse para brincar...
Mas Dexter não aceitaria, é claro.

Não é?


Título Original: Darkly dreaming Dexter
Autor: Jeff Lindsay
Editora: Planeta
Nº de páginas: 270



Desafio literário anual hospedado pelo blog My Everything, com o objetivo de promover a interação entre blogs e leitores, além de mostrar os livros a serem adquiridos em 2011. Para participar ou saber mais, clique aqui.
Natália
Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot: Que mulher não se apaixonaria por Hurst Slater, o charmoso e galante marquês de Winchilsea? Lady Caroline Linford sabia que não poderia ter um noivo melhor. Ela o amava; ele a amava. Pelo menos, era o que achava até pegá-lo com outra mulher.
Em vez de fazer um escândalo e sair chorando, como fariam as mocinhas de seus romances preferidos, Caroline toma outra atitude: procura um professor que lhe ensine tudo o que uma mulher deve fazer para deixar um homem perdidamente apaixonado.
Mas, durante as aulas, a jovem fará uma descoberta muito mais impactante do que a do flagrante. Caroline descobrirá o verdadeiro amor.
(sinopse: contra-capa do livro)


Escrito enquanto Meg Cabot ainda usava o pseudônimo 'Patricia' Cabot, Aprendendo a Seduzir é um dos primeiros romances, e um dos únicos históricos, da carreira da autora. Leve, despretensioso e deliciosamente divertido, o livro me conquistou desde o início. Sim, eu sou suspeita pra falar da (diva!) Meg: fã assumida de todos os seus trabalhos (exceto, ironicamente, o que a tornou famosa - O Diário da Princesa), considero-a um exemplo de profissional e de mulher. Mas, puxa-saquismo à parte, esse livro é mesmo um encanto! Destinado a um público mais ADULTO (mamães de plantão, fiquem atentas: Meg também escreve sobre s e x o!), com personagens cativantes e situações inusitadas, é uma comédia romântica única.
Caroline Linford é inteligente, mas extremamente ingênua quanto às relações homem-mulher, sobre as quais só lê nos romances, como qualquer outra garota de família do século XIX. Ao flagrar seu noivo, Hurst Slater, em um momento 'íntimo' com outra mulher, acredita sinceramente que ele se apaixonou por outra e cancelará o casamento. Surpreende-se, portanto, quando isso não acontece. Ao aconselhar-se com sua mãe, a garota descobre que é natural o adultério masculino e que a única maneira de evitá-lo é fazer com que o marido se apaixone e não sinta vontade de procurar por outras.
Mas como a doce e inocente Caroline faria com que ele esquecesse a amante, uma mulher tão linda? Só havia uma pessoa que poderia ensiná-la: o Don Juan londrino, Braden Granville, conhecido por destruir mais corações que qualquer outro homem da cidade. Para surpresa de ambos, não é apenas a menina quem aprende algumas coisas durante as aulas sobre 'como fazer amor'. O famoso galanteador também descobre algo que jamais sonhara, muito menos com alguém tão recatada quanto ela.
Apesar de parecer uma trama clichê, a história não narra apenas o desenrolar do relacionamento dos protagonistas, existem outras complicações, como o fato de o noivo de Caroline ter um segredo perigoso,  além de ser amante de Jacquelyn Seldon, noiva de Braden (não é spoiler, o caso dos dois é o que leva Caroline a pedir ajuda a Braden).
Além disso, o romance ainda traz uma interessante visão dos preconceitos da época com relação à posição social. Enquanto Hurst e Jacquelyn, mesmo quase sem dinheiro, são nobres, marquês e filha do Duque, respectivamente, devido à linhagem famíliar, Braden é apenas um 'novo rico' (como eles chamavam os nascidos pobres que faziam fortuna) assim como o pai de Caroline também era, embora tivesse sido nomeado conde. Naquele século, não bastava ter dinheiro, era preciso um título.
Narrado em 3ª pessoa e mostrando os pontos de vistas de diversos personagens (inclusive secundários), é uma narrativa gostosa e envolvente que proporciona muitas risadas e suspiros. Um diferencial é que os protagonistas não são descritos, inicialmente, como belíssimos. Não que sejam feios, apenas comuns. Sem as características facilmente associadas à beleza, como olhos e cabelos muito claros ou muito escuros. Os olhos de Caroline, por exemplo, são 'apenas' castanhos. A medida que os sentimentos (bem como o contato físico) entre eles se intensifica, a forma como olham um para outro se modifica.

MAS como nem tudo são flores, vamos à crítica. Maísa Kawata que me desculpe, mas a revisão dela foi um fracasso completo. Palavras e letras faltando por todo o livro! Juro que ainda vou arranjar um emprego como revisora para não deixar este tipo de coisa acontecer.

Título Original: Educating Caroline
Autor: Patricia Cabot
Editora: Planeta do Brasil Ltda.
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