Natália
Draco Saga Vol.1 - O Despertar (Fábio Guolo): Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós. Humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo. Mundo este já anteriormente dominado por seres de inteligência muito superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos fora dada. Agora o preço a pagar pode ser alto demais!






Dryfr, um poderoso dragão dourado, acorda de seu sono de inverno e se depara com um mundo bastante diferente do que se recordava. Na verdade, ele dormiu por muito mais tempo do que pretendera e agora não sabe bem o que está acontecendo ao seu redor. Procurando por respostas, ele vai até seu mestre, Wyrmygn, de quem recebe notícias assustadoras.
O planeta em que se passa a história é habitado por diversas criaturas místicas, dos quais os dragões são os seres mais fortes e evoluídos. Por culpa de um ritual élfico que deu errado, humanos foram levados para esse lugar, onde eram inferiores a quase todas as outras raças. Em sua sede de conquistar terras, poder e desenvolvimento, no entanto, os homens estavam causando severos danos a este novo mundo, algo que os dracos não poderiam permitir, nem que para isso precisassem exterminar toda a raça humana.
Diferente de qualquer outro, o romance de Fábio Guolo é um marco para a literatura fantástica nacional. Fã dos livros de J. R. R. Tolkien e de jogos de RPG, pelos quais foi visivelmente influenciado, o autor criou um universo bem estruturado e crível, onde se passa uma história inteligente e inovadora.
Embora escreva com segurança e não tenha medo de se aventurar por um gênero ainda pouco explorado por seus conterrâneos, Guolo ainda é um iniciante. Além de alguns erros de revisão (os quais, eu gosto sempre de frisar, não são responsabilidade do autor), a leitura se torna um pouco cansativa com a repetição de termos e expressões (seres inferiores e multiverso, por exemplo, apareceram um zilhão de vezes).
Algumas explicações sobre os seres humanos também eram dispensáveis. Mesmo que o narrador fosse um dragão e descrevesse certos costumes dos homens por serem, para ele, estranhos, não era preciso, já que os leitores são, bem, humanos.
A narrativa em primeira pessoa nos faz encarar os dragões como seres extremamente arrogantes, o que pode irritar inicialmente, mas aparentemente isso tem um propósito. Algo que me deixou bastante frustrada foram os nomes - Dryfr é o mais "simples" deles - a maioria não tinha sequer uma vogal! Eu desisti de tentar pronunciá-los.
Mesmo com todas as suas falhas, o livro é recomendadíssimo, e seu fim (e mesmo seu título) deixa claro que haverá uma continuação, e Draco Saga Vol. 2 tem tudo para ser um sucesso, superando seu antecessor.







Autor: Fábio Guolo

Editora: Selo Brasileiro
Nº de páginas: 254

2 Responses
  1. Estranho os nomes dos dragões sem vogal mesmo! Também não gosto de ler livros com erros de revisão, mas já que a leitura é tão boa assim, não custa nada lê-lo, não é?
    Gostei de seu blog, já estou seguindo! :)


    Beijinhos, :*
    www.primeiro-livro.com


  2. Oi Natália!

    Parece muito ser muito interessante a história e tenho muita vontade de ler, mesmo não gostando muito de dragões. Talvez o compre em breve. Sumiu hein?

    - Matheus, Bobagens e Livros


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