Natália
Essa resenha faz parte do Desafio Literário #1. Para acompanhar o meu progresso em todos os Desafios de 2011, clique aqui.

Mais Forte Que o Destino (Kathryn Kramer): Inglaterra, 1655.
Uma dama notável.
Ela é Devondra Stafford, filha do "Cavalheiro James", um salteador de estradas que rouba dos ricos para dar aos pobres. Mas quando James é capturado e condenado à morte, Devondra aceita um acordo por puro desespero: para salvar seu pai da forca, ela concorda em se deitar com Quentin Wakefield, um nobre atraente e sedutor...
Como magistrado de Londres, Quentin tem poder para absolver o Cavalheiro James, e embora despreze o fora da lei, ele fará qualquer coisa para possuir a bela filha do salteador. Porém Devondra não imaginava que viveria uma noite de paixão indescritível, uma noite que ela jamais esqueceria... Até descobrir que Quentin não cumpriu sua palavra...
Determinada a se vingar, Devondra traça um plano para arruinar Quentin, que terá de arriscar a própria vida para salvá-la de um inimigo decidido a vê-la pendurada no cadafalso, assim como fez com o pai dela...
(sinopse: quarta capa do livro)

  
Nunca me interessei por esse gênero de literatura e gostaria de poder dizer que, graças ao Desafio Literário, eu mudei de ideia. Mas não. A leitura desse livro só confirmou meu pré-conceito: livro de banca é história água-com-açúcar. Eca! Justificarei minha opinião várias vezes durante essa resenha...
Mas, verdade seja dita, a trama me surpreendeu bastante e de uma maneira positiva. A história de passa na Inglaterra da segunda metade do século XVII, após o término da Guerra Civil. Os Parlamentares haviam executado o Rei Carlos I e o país estava sob o comando de Oliver Cromwell, o Lorde Protetor da Inglaterra, que instituiu um governo republicano (teoricamente). Aqueles que lutaram do lado dos monarquistas na Guerra foram destituídos de seus títulos e perderam todas as posses, sendo assim obrigados a viver às margens da sociedade e da lei.
Por que toda essa aula de história?
Porque as personagens da história estão intimamente ligadas a esses acontecimentos. Oliver Cromwell é, inclusive, uma das personagens!
Enquanto Quentin Wakefield lutou ao lado de Cromwell contra o rei, James Stafford, pai de Devondra, era um dos monarquistas e, portanto, sofreu as consequências do fim da guerra. Sem meios para sustentar a si mesmo e à filha, James recorre ao roubo, se tornando um dos mais famosos salteadores de Londres, o "Cavalheiro James". Mas sua forma de ganhar a vida lhe custa uma sentença de morte quando é capturado por soldados.
Ao ver seu pai ser condenado, Devondra está disposta a fazer qualquer coisa para salvá-lo. Qualquer coisa. Quentin, que não é bobo, nem nada, vê nisso uma oportunidade para se dar bem. Como Magistrado, ele tem poder para livrar James da forca, mas para isso ele exige que Devondra se deite com ele. Desesperada, a moça aceita e eles passam uma noite maravilhosa.
Momento nonsense número um: cenas de sexo são sempre descritas de forma... hum... pouco verossímil, digamos. Todos os escritores falam coisas do tipo explosão ou clímax do amor, momento de puro êxtase e outros tantos eufemismos. Até aí tudo bem. Mas transformar o sexo em um evento mágico (só faltou ela ouvir fogos de artifício!) é demais. E quem decide que quer passar a vida inteira com alguém, que até então nunca tinha visto, depois de uma noite de amor? A inocente menina pensar isso, ainda vá lá. Mas um HOMEM crescido estar amando depois de transar com uma completa estranha? Faça-me o favor, né!
Anyway...
As coisas, porém, vão por água abaixo quando Devondra descobre que Quentin não cumpriu sua parte do trato. Furiosa, ela desaparece da vida dele, mas não por muito tempo. Porque tudo o que ela deseja é vingança: fazer o homem que a enganou morrer da mesma forma que o pai.
Assumindo o estilo de vida que levou seu pai à forca, a jovem assalta viajantes ricos se escondendo sob uma máscara, ficando conhecida como A Dama Notável. Logo ela se torna procurada por todos os soldados de Cromwell, além de Quentin que, sem saber que se trata da mulher que ama, considera suas ações uma ofensa pessoal.
Momento nonsense número dois: COMO, por Deus, o Quentin pode não reconhecê-la? Todas as vezes que ele se encontra com a Dama Notável ela o acusa de ser um traidor e declara estar em busca de vingança. Quantas mulheres ele conhece que têm motivos para odiá-lo tanto assim?
Mas enfim...
Quando ele finalmente!! descobre quem é a mulher que Londres inteira está procurando, decide ajudá-la a escapar, mesmo que isso signifique arriscar a própria vida.
Mais momentos nonsense: Quentin têm um deturpado senso de dever que ele coloca acima de tudo, até de Devondra. Ele coloca os dois em risco para salvar alguém que não merece, quando tudo já estava quase resolvido. Cromwell passa por uma inexplicável transformação e todos os conflitos são resolvidos de forma muito simples nas três últimas páginas. Por que, ao invés de descrever as cenas de amor dos protagonistas a cada vez que se encontram, a autora não fez um final mais elaborado? Eu teria gostado mais...

Desculpem se fui muito ácida crítica, mas eu tenho diabetes e minha taxa de glicose está nas alturas que ser sincera para com os meus leitores.

Título Original: Notorius
Autor: Kathryn Kramer
Editora: Nova Cultural
4 Responses
  1. Miriam. Says:

    Kkkkkkkkkk ri muuuuito com os momentos non-senses! Por isso que nem passo perto, esses livros de banca chegam a ofender quem lê; uma vez uma colega minha foi apresentar um livro da série Sabrina em sala de aula, e a professora ficou de cara com a coragem dela.

    Prefiro nem comentar o objetivo desse tipo de literatura! xP


  2. Eliza Grint Says:

    HAUHSUASHAUSUASUAHSAUSHAUSHAUSHAUHSAUHSUAHSUHUSHAUSHUASHUAHUSAUSUASHUASHAUHU morri rindo!
    "Mas um HOMEM crescido estar amando depois de transar com uma completa estranha? Faça-me o favor, né!" só faltou ele ouvir Firework during the sex HAHAHAHA

    Gente, que absurdo! Sério, tô rindo pacas, ainda bem que eu não li porque eu tenho um sério problema com casais, IMAGINA eu lendo esse livro! A cada duas linhas iria pensar "VIRA HOMEM, RAPAZ!"


  3. N. Ancalimë Says:

    Nossa, Miriam, apresentar um livro da série Sabrina em sala de aula requer muita, muuuita coragem! Dá até vergonha fazer uma resenha dessas aqui no blog... HAHAHA

    Ai, Eliza, não leia. É tudo que eu posso dizer. É absurdo! HAHAHAHA O cara é muito afeminado pra mim, não me conformo com esse tipo de coisa!


  4. crystypaiva Says:

    Essa autora é HOR-RÍ-VEL!!!! muito, mas muito, muito, muito ruim mesmo!!! Lixo total!
    Pega o livro "O Lobo Domado" da Deborah Simmons que você vai ver o que é livro bom.


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