Natália
Meu quarto maior vício (logo atrás de livros, filmes e música) são os seriados. Assisto a praticamente todos os tipos: romance, suspense, policial, terror, fantasia etc etc etc.

AVISO: este post contém spoilers! Se não quiser saber sobre os novos episódios das séries citadas, NÃO LEIA o que estiver em letras brancas.

Devo confessar, no entanto, que me decepcionei com a nova temporada de vários dos seriados que acompanho já há algum tempo. Provavelmente a única exceção é House MD, que continua proporcionando momentos para rir, para chorar e, o mais importante, para pensar. Não é apenas mais uma série médica dramática, muito menos um programa de humor barato. É uma comédia no sentido original da palavra. Nada de risos fáceis, mas hilárias críticas sutis (ou não) a diversos aspectos da sociedade atual.
Enquanto o médico mais famoso da tv chega à sua 7ª temporada conquistando novos fãs a cada dia, o 6º ano dos irmãos Winchester não promete muito. Supernatural deveria ter terminado com a 5ª temporada, essa é a verdade. Se o Sam já era um chato quando tinha alma, imagine sem?! Apesar de Dean continuar nos fazendo gargalhar, seja com suas piadas ou suas caretas, nem ele consegue carregar o seriado nas costas. Até o Cas, em suas raríssimas aparições, está apático, nada convincente. Crowler virou o todo-poderoso do inferno? COMO ASSIM?! Pra ser sincera, acho que Supernatural entrou em um caminho sem volta quando começou a história toda do Apocalipse. De repente, o foco dos roteiristas não era mais nos causar medo, como nas duas primeiras temporadas, e sim usar partes da Bíblia pra trazer Lúcifer à Terra.
Outro seriado que perdeu uma boa oportunidade de terminar bem foi One Tree Hill. Aliás, uma não, várias oportunidades! Já faziam algumas temporadas que eu torcia mentalmente "essa vai ser a última!", e nada. A 4ª temporada teria sido o momento exato de colocar um fim: o término do colégio, todos com uma vida amorosa aparentemente definida e um futuro promissor. Mas a 5ª temporada chegou mostrando que tudo tinha dado errado nos quatro anos que se seguiram.
No fim da 6ª temporada, houve outra chance de terminar o seriado com todas as personagens felizes, mas mesmo sem a presença dos protagonistas originais, Lucas e Peyton, surgiu a 7ª temporada, sem grandes momentos de tensão ou surpresa. Haley e Nathan, de certa forma, saem de foco e se tornam o happy couple da história, só se preocupando com os problemas alheios, enquanto Brooke e Julian ficam num vai-e-vem desanimador. A 8ª temporada é uma série de clichês: os mesmos contextos das primeiras temporadas vivenciados por outras personagens. A experiência extra-corpórea de Quinn e Clay, semelhante às cenas em que Lucas falava com Keith, mesmo depois de sua morte. Brooke tendo problemas com Victoria e Millie. Até mesmo Alex, em sua tentativa de ser uma "boa menina", mas não perdendo seu lado bitch, lembra e muito a Brooke das primeiras temporadas.
O resultado foi que eu desisti da série no terceiro episódio da temporada.


Não morram de saudades!
obs: continua no próximo post.
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