Essa resenha faz parte do Desafio Literário #3. Para acompanhar o meu progresso em todos os Desafios de 2011, clique aqui.
Durante o reinado de Lur o poder muda de mãos e uma guerra se arrasta por séculos. Nos bastidores dessa guerra há magia e muito poder, grandes amores e insanidade; além de muitos segredos a serem descobertos e mistérios a serem desvendados.
Um império se forma com o poder das Gemas Lurin e com dragões transformados, mas sombras do passado maculam a armadura do novo imperador e também seu coração; a presença constante da figura de Lumanzir, dragão vermelha poderosa e misteriosa; as revelações de sua origem e as surpresas guardadas pela Senhora do Destino.
Quem nos narra a história é o próprio Mestre dos Dragões Vermelhos, levando-nos a um mundo mágico com personagens apaixonantes; convidando-nos a descobrir sua identidade.
(sinopse: quarta capa do livro)
O livro é um épico, com muitas das criaturas mágicas que a literatura fantástica tem à disposição: magos, elfos, dragões, fadas, sacerdotisas etc. Cada raça tem seus próprios costumes, tradições e rivalidades, que alcançam até as subdivisões de cada povo (elfos do mar e da floresta; dragões vermelhos e cinzentos). Seja por diferenças de opinião ou luta pelo poder, Dhorman nunca está em paz.
E a verdade é que ninguém é o que parece nessa história. Aqueles que, a princípio, são considerados protagonistas vão abrindo espaço à medida que novas personagens surgem e ganham destaque. Heróis e vilões se misturam o tempo todo até que o leitor percebe que não há um lado pelo qual torcer. É claro que, como em qualquer boa trama, preferimos uns a outros, mas praticamente todos têm seus momentos de fraqueza e/ou insanidade.
O ritmo da narrativa começa bastante lento. Depois de dois capítulos curtos que mostram a queda de Lur e a ascensão de um novo império, boa parte do livro nos mostra as origens do reino e a trajetória de cada personagem até aquele ponto da história. Mesmo que esses flashbacks não sejam apenas relatados e tenham diálogos e ação, a leitura é um tanto cansativa, embora eu entenda que tenha sido necessário esse recurso para entender as motivações das personagens centrais. A partir da página 160 o enredo parece ganhar vida e a trama flui mais naturalmente. Mentiras e traições recheiam a história, bem como personagens e situações mais leves e bem-humoradas.
O final exige uma continuação e eu acredito que a autora tenha calibre para escrever um romance ainda melhor. O modo de Alexandra narrar é muito gostoso, embora ainda seja perceptível uma certa insegurança, comum em autores estreantes, que vai se amenizando no decorrer do livro.
A equipe da Novo Século merece um super parabéns pela capa e uma sentença de morte pela revisão! Conforme o livro ia ficando mais emocionante, mais erros de digitação apareciam! Mais cuidado da próxima vez, senhor Thiago Fraga...
Enfim, recomendo que superem a lentidão inicial e deem uma chance aos dragões vermelhos.
Editora: Novo Século - Selo Novos Talentos

Vou guardar uma super compra só para livros brasileiros deste tipo. QUero também Dragões de Éter, esses livro com essas criaturas são imperdíveis!
- Kiss, Matheus Goulart (Bobagens e Livros)